Continuidade, rigor técnico e foco em prazos marcam a posse de Graça Foster na Petrobras

Stanislav Zaitsev
By Stanislav Zaitsev
Paulo Roberto Gomes Fernandes analisa como continuidade, rigor técnico e foco em prazos marcam a posse de Graça Foster na Petrobras.

Paulo Roberto Gomes Fernandes acompanhou de perto o momento em que Maria das Graças Silva Foster assumiu a presidência da Petrobras, em fevereiro de 2012, em uma solenidade que reuniu lideranças políticas, empresariais e institucionais no Rio de Janeiro. A posse da nova presidente ocorreu em um contexto de grandes expectativas em torno da condução das obras e dos investimentos da estatal, especialmente diante da dimensão dos projetos em curso naquele período.

Em seu discurso inaugural, Graça Foster ressaltou a própria trajetória dentro da companhia, iniciada ainda em 1978, quando ingressou como estagiária no centro de pesquisas. Ao destacar mais de três décadas de atuação contínua na empresa, a nova presidente reforçou a ideia de pertencimento e de conhecimento profundo da estrutura interna da Petrobras. Para Paulo Roberto Gomes Fernandes, essa trajetória técnica consolidada conferia à nova gestão um diferencial importante, sobretudo em um momento que exigia disciplina, previsibilidade e capacidade de execução.

Continuidade como diretriz estratégica

Ao assumir o cargo, Graça Foster deixou claro que sua gestão seria marcada pela continuidade do plano de negócios da estatal. A ênfase no cumprimento de metas, no respeito aos prazos e na disciplina de capital foi um dos pontos mais destacados do discurso, especialmente ao associar esses objetivos à preservação dos padrões de segurança e às exigências ambientais. Esse posicionamento sinalizava um compromisso com a estabilidade institucional e com a redução de riscos em projetos de grande escala.

O anúncio de continuidade também foi interpretado como um fator de tranquilização para o mercado e para os fornecedores da Petrobras. Grandes obras de infraestrutura, especialmente nos segmentos de óleo, gás e dutos, demandam previsibilidade e alinhamento entre planejamento e execução, elementos que Paulo Roberto Gomes Fernandes considera essenciais para a eficiência operacional da cadeia produtiva ligada à estatal.

Reconhecimento institucional e simbolismo da posse

Um dos momentos mais emblemáticos da cerimônia ocorreu quando Graça Foster destacou o fato de ser a primeira mulher no mundo a comandar uma empresa de petróleo daquele porte, o que foi recebido com forte aplauso do público presente. O simbolismo da posse extrapolou a dimensão corporativa, ganhando relevância institucional e histórica. Para Paulo Roberto Gomes Fernandes, esse reconhecimento reforçou a legitimidade da nova presidente, tanto internamente quanto no cenário internacional.

A solenidade contou com a presença da então presidente da República, governadores de diversos estados, parlamentares e representantes de setores estratégicos da economia. Essa composição evidenciou a centralidade da Petrobras no projeto de desenvolvimento nacional e a expectativa depositada na nova gestão para manter o ritmo dos investimentos planejados.

Na posse de Graça Foster na Petrobras, Paulo Roberto Gomes Fernandes destaca a ênfase em continuidade, rigor técnico e cumprimento de prazos.
Na posse de Graça Foster na Petrobras, Paulo Roberto Gomes Fernandes destaca a ênfase em continuidade, rigor técnico e cumprimento de prazos.

Avaliações técnicas e expectativas do setor

Representantes de instituições ligadas à energia e à engenharia avaliaram que não haveria mudanças bruscas na condução da empresa, mas apontaram a possibilidade de maior rigor na cobrança de resultados. Essa percepção foi compartilhada por diferentes lideranças, que viam em Graça Foster uma gestora de perfil técnico e detalhista. Sob esse ângulo, Paulo Roberto Gomes Fernandes interpretou a nova presidência como uma oportunidade de reforçar critérios objetivos de desempenho e de qualidade na execução das obras.

Houve também manifestações de atenção em relação à área de exploração e produção, especialmente diante de mudanças previstas em cargos estratégicos. Ainda assim, prevaleceu a avaliação de que a base técnica construída ao longo dos anos garantiria a continuidade dos projetos estruturantes da companhia.

Relação com a indústria e fornecedores estratégicos

No ambiente empresarial, a posse de Graça Foster foi recebida com expectativa positiva por setores que mantinham relação direta com a Petrobras. Lideranças da indústria naval, por exemplo, ressaltaram o papel da nova presidente na retomada da construção naval brasileira em anos anteriores. Esse histórico de diálogo com a indústria nacional foi visto como um indicativo de que a política de valorização de fornecedores locais teria continuidade.

Nesse contexto, Paulo Roberto Gomes Fernandes destacou a importância do perfil exigente e técnico da nova presidente, especialmente para empresas que atuam em áreas críticas como a construção e a manutenção de dutos. Para ele, a condução rigorosa dos contratos e a cobrança por resultados criam um ambiente mais profissional e previsível para quem trabalha com engenharia de alta complexidade.

Disciplina, prazos e confiança institucional

Ao defender a atuação de Graça Foster, Paulo Roberto Gomes Fernandes frisou que a combinação entre seriedade, exigência e justiça tende a favorecer projetos bem estruturados e equipes comprometidas com a entrega de resultados. A expectativa expressa naquele momento era de que a nova presidente reforçasse a cultura de cumprimento de prazos, sem abdicar da segurança e da qualidade técnica.

Passados mais de dez anos, a posse de Graça Foster permanece como um marco simbólico de uma fase em que a Petrobras buscou reafirmar compromissos com planejamento, disciplina e execução. Em 2026, a análise daquele momento ajuda a compreender como decisões de liderança influenciam diretamente a dinâmica de grandes obras e a relação da estatal com a indústria brasileira.

Autor: Stanislav Zaitsev

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