Elias Assum Sabbag Junior, empresário e especialista em embalagens plásticas, acompanha a expansão de soluções que buscam equilibrar resistência, eficiência operacional e responsabilidade ambiental. Entre elas, o plástico corrugado vem conquistando espaço em diferentes segmentos da indústria por oferecer versatilidade e potencial de reutilização.
O crescimento desse material está relacionado a mudanças importantes na logística, na gestão de resíduos e nas metas de sustentabilidade adotadas por empresas de diversos portes.
Por que o plástico corrugado ganhou relevância nos últimos anos?
O principal diferencial está na combinação entre leveza e resistência. Em operações logísticas complexas, essa característica ajuda a reduzir custos de transporte sem comprometer a proteção dos produtos. Além disso, o material pode ser utilizado diversas vezes antes de ser encaminhado para reciclagem.
Essa possibilidade representa uma mudança significativa em comparação com soluções descartáveis utilizadas tradicionalmente em determinadas aplicações. O resultado é uma redução potencial de desperdícios e melhor aproveitamento dos recursos ao longo da cadeia produtiva.
Como a reutilização impacta a eficiência operacional?
Muitas empresas ainda avaliam embalagens apenas pelo custo unitário inicial. Esse é um erro recorrente que pode gerar decisões pouco eficientes no longo prazo. Quando uma embalagem é reutilizada várias vezes, o custo por ciclo de uso tende a diminuir. Além disso, a necessidade de reposição frequente é reduzida, o que contribui para otimizar estoques e processos logísticos.
Elias Assum Sabbag Junior atua em um setor que observa cada vez mais organizações buscando soluções capazes de unir desempenho operacional e sustentabilidade aplicada.

O papel do plástico corrugado na economia circular
A economia circular depende da capacidade de manter materiais em uso pelo maior tempo possível. Nesse aspecto, o plástico corrugado apresenta vantagens relevantes por permitir reutilização, recuperação e reciclagem.
Em vez de seguir um modelo baseado no descarte rápido, empresas podem estruturar fluxos que prolongam a vida útil dos materiais e reduzem a geração de resíduos. Essa mudança produz consequências concretas, incluindo redução do consumo de recursos e diminuição dos volumes destinados a descarte.
ESG está influenciando as escolhas de embalagens?
A resposta é cada vez mais positiva. Critérios ESG passaram a fazer parte das avaliações realizadas por investidores, clientes e parceiros comerciais. Por essa razão, a seleção de materiais deixou de considerar apenas fatores técnicos. Aspectos relacionados à reciclabilidade, durabilidade e impacto ambiental ganharam espaço nos processos de decisão.
Empresas ligadas ao setor de transformação, incluindo iniciativas associadas à Cartonale, vêm acompanhando essa evolução por meio de investimentos em gestão ambiental, reciclagem e eficiência produtiva.
Quais tendências devem moldar o futuro das embalagens industriais?
Uma tendência observável é o aumento da personalização das soluções logísticas. As embalagens passam a ser desenvolvidas considerando características específicas dos produtos e dos fluxos operacionais. Outra mudança importante envolve a integração de tecnologias capazes de monitorar desempenho, rastrear ativos e melhorar a gestão dos ciclos de reutilização.
Comparado ao passado, quando a embalagem era vista apenas como item de proteção, o cenário atual mostra um componente estratégico que influencia custos, sustentabilidade e competitividade.
Sustentabilidade industrial exige visão além do material
Um dos equívocos mais comuns é imaginar que a sustentabilidade depende exclusivamente da escolha da matéria-prima. Na realidade, o impacto ambiental está relacionado a toda a operação. Eficiência energética, redução de desperdícios, logística otimizada e reciclagem são fatores que precisam atuar de forma integrada para gerar resultados consistentes.
Elias Assum Sabbag Junior acompanha um ambiente industrial em que essas conexões se tornam cada vez mais relevantes. A tendência para os próximos anos aponta para soluções que combinem inovação, circularidade e produtividade, fortalecendo cadeias produtivas mais eficientes e alinhadas às novas expectativas do mercado.
Autor: Diego Rodríguez Velázquez
