Entre villas, terraços e caminhos voltados para a água, o paisagismo revela uma dimensão do lago que vai além de suas vistas mais conhecidas
No Lago di Como, a experiência não termina na margem da água. Parte da identidade local está nos espaços verdes que cercam villas históricas, onde árvores, espécies ornamentais e caminhos foram pensados em diálogo com a arquitetura e com o relevo.
É essa composição que interessa a Antonella Giancoli, fundadora da Benarrivati, ao pensar um roteiro pela região. Mais do que tratar esses cenários como pano de fundo, seu olhar busca entender como eles ajudam a contar a história das propriedades e da ocupação das margens do lago.
Quando o paisagismo prolonga a arquitetura
Em algumas villas históricas, percorrer a área externa é tão revelador quanto conhecer os interiores. Terraços acompanham a topografia, caminhos criam diferentes perspectivas e a vegetação conduz o olhar para a água.
Villa Carlotta, em Tremezzina, é um exemplo dessa combinação entre patrimônio, arte e botânica. Em Bellagio, Villa Melzi também mostra como arquitetura e desenho paisagístico foram concebidos em diálogo com o entorno.
Para a Benarrivati, referências como essas ajudam a construir uma leitura menos óbvia do Lago di Como, atenta à maneira como cada propriedade se integra ao território.
A estação altera completamente a visita
Esses espaços também mudam ao longo do ano. Florações, cores, luminosidade e densidade da vegetação transformam a percepção de cada percurso.
Isso interfere na própria organização do dia. Dependendo da época, uma visita pode ganhar mais tempo ao ar livre ou ser combinada de outra forma com passeios de barco, vilarejos e outras paradas ao redor do lago.
“No Lago di Como, gosto de observar como as villas foram pensadas em relação à água e ao entorno. Muitas vezes, o que mais chama atenção não está apenas no edifício, mas no percurso, nas perspectivas e nos detalhes que aparecem ao longo do caminho”, afirma Antonella Giancoli.
Nem tudo precisa ser monumental
Esse olhar não se limita às propriedades mais famosas. A interação entre arquitetura, vegetação e água também pode aparecer na escolha da hospedagem, em uma caminhada ou na forma como diferentes pontos são conectados ao longo do roteiro.
Essa atenção evita transformar a viagem em uma sequência de endereços conhecidos. O interesse passa a estar também nos intervalos, nas perspectivas e na maneira como cada lugar foi construído para dialogar com o lago.
Para a Benarrivati, são justamente esses detalhes que ajudam a revelar o Lago di Como para além de seus cartões-postais e acrescentam uma camada mais autoral à experiência.
Sobre a Benarrivati
Fundada e liderada por Antonella Giancoli, a Benarrivati é uma holding de viagens de alto padrão especializada em desenhar jornadas sob medida pelo solo europeu e africano. Com operação própria e equipes de concierges locais, a companhia elimina intermediários para garantir segurança jurídica, transparência financeira e discrição inegociável em cada etapa da experiência. Pautada pela ética do relacionamento e pela valorização do tempo, a Benarrivati transforma a hospedagem em propriedades privadas em uma forma de preservar memórias e legados familiares.
