Desde o fim de 2022, o Brasil tem passado por uma transformação significativa em sua atuação diplomática, recuperando protagonismo no cenário internacional e consolidando um papel influente em temas estratégicos globais. A trajetória recente mostra um país mais presente em fóruns multilaterais, mais articulado com parceiros internacionais e mais proativo em agendas críticas do desenvolvimento global.
Nos últimos três anos, o Brasil reposicionou sua política externa de forma a fortalecer sua voz em arenas internacionais diversas, priorizando a cooperação entre países do Sul Global e ampliando sua participação em blocos e iniciativas multilaterais. Essa estratégia tem sido marcada pela liderança em discussões sobre desenvolvimento sustentável, combate à fome e promoção de uma governança global mais inclusiva.
Um dos pilares dessa nova fase diplomática foi a atuação no grupo de países emergentes conhecido como BRICS, que se tornou um eixo central de cooperação e de articulação política, econômica e social entre nações do Sul Global. Ao assumir a presidência pro tempore do bloco em 2025, o Brasil priorizou temas como desenvolvimento sustentável e financiamento para iniciativas que visam reduzir desigualdades e fortalecer capacidades locais.
Além disso, o país levou à presidência do G20 uma agenda voltada ao combate à fome e à pobreza, lançando a Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, uma iniciativa que integra governos, organizações internacionais, bancos multilaterais e sociedade civil em torno de soluções estruturantes de longo prazo. Esse legado reforça o compromisso brasileiro com a cooperação internacional e o desenvolvimento social.
Outro foco importante da diplomacia brasileira tem sido o fortalecimento da integração regional por meio de sua atuação na liderança rotativa do MERCOSUL. O país utilizou esse espaço para aprofundar a cooperação econômica e tecnológica entre os membros do bloco, impulsionando agendas estratégicas como transição energética, desenvolvimento tecnológico e políticas de segurança.
No campo da segurança, iniciativas conjuntas com países vizinhos culminaram na criação de mecanismos de cooperação para enfrentar o crime organizado transnacional, demonstrando a prioridade dada à estabilidade regional e à proteção dos direitos dos cidadãos. A atuação conjunta entre forças de segurança foi concebida como parte de uma resposta mais coordenada a desafios que ultrapassam fronteiras.
O Brasil também manteve uma postura firme em defesa da democracia, do diálogo e do multilateralismo em encontros com parceiros latino-americanos e europeus, destacando a importância de soluções pacíficas para crises internacionais e fortalecendo alianças estratégicas. Essa postura reafirma a visão de um país inserido ativamente na construção de uma ordem internacional mais equilibrada e cooperativa.
Por fim, o engajamento do Brasil em fóruns asiáticos e sua posição em debates sobre uma ordem mundial multipolar sublinham a intenção de consolidar relações com economias em crescimento e explorar novas oportunidades de cooperação em áreas como comércio, tecnologia e sustentabilidade. A trajetória recente demonstra a busca contínua de um papel mais influente e relevante no cenário global contemporâneo.
